Mudanças em 11 anos como leitora

É muito estranho pensar na minha trajetória no mundo da literatura. Fico abismada com os tantos anos que se passaram, embora a sensação seja de que, realmente, uma vida inteira já aconteceu e estou apenas rebobinando as melhores partes.

Penso muito no tipo de leitora que eu era no começo, quando tinha 12 anos. Não que para ler precisamos entrar em uma caixinha e nos acomodarmos nela; é bom se desafiar de vez em quando. Mas eu tinha minhas preferências, que eram completamente diferentes das quais estou acostumada agora.

Pensando em seus anos de leitor, você saberia dizer o quanto mudou?

Proponho relembrarmos das mudanças ocorridas ao longo do tempo. São inúmeras coisinhas que ficam adormecidas na memória até decidirmos acordá-las e relembrar com calma o longo trajeto percorrido.

Gêneros literários

A imagem permanece bem viva em mim: as horas que passava com meus primeiros livros infanto-juvenis após voltar da escola. Logo depois vieram as séries de fantasia e distopia, que me marcaram profundamente como leitora.

Atualmente, opto por livros únicos e com uma carga mais densa e reflexiva. Não deixei de lado a literatura fantástica, mas vi a frequência de leitura diminuir drasticamente de 2015 para cá. Sinto que tenho menos paciência para dar início a uma nova sequência de livros, até porque estou com mais responsabilidades e menos tempo para me dedicar a maratonas literárias.

Período de leitura

Para quem chegava a ler seis horas por dia, acredito que meu ritmo diminuiu bastante. É de se imaginar que a faculdade me forçaria a consumir mais livros, mas não; estava ocupada tentando aprender a montar um lead.

Apesar disso, ainda é muito difícil que eu deixe de ler todo dia, nem que sejam somente algumas páginas. Estou sempre acomodando minha agenda – que, sinceramente, nem é tãaao cheia assim – para não perder o hábito.

O leitor digital pode se tornar um grande aliado nas horas de leitura

Formato do livro

Os leitores digitais começaram a fazer sucesso no Brasil e, com a chegada deles, senti que estava na hora de me adaptar.

Eu amo ler livros físicos e gosto de ver minha coleção se expandindo, mas não posso negar que os e-books são ótimos. Além de pesarem bem menos, podemos escolher a fonte e o tamanho do texto – considerando que tenho um grau muito elevado de miopia e astigmatismo, considero isso um grande ponto positivo.

Acredito que o uso do e-reader pode surpreender muitas pessoas, até as mais obstinadas. Confesso que não gostei do formato digital imediatamente; a aceitação veio com o tempo. Agora, ler no aparelhinho me parece tão natural quanto estar segurando um livro físico.

Publicado por Diana Cheng

Jornalista, 23 anos. Adora passar horas perdida na narrativa de um bom livro. Além de ler, também se arrisca em escrever textos aleatórios e poemas sentimentais.

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