7 livros esquecíveis

Quem lê muito deve encontrar alguns desafios no decorrer do tempo. O de esquecer livros me parece universal.

Não importa se a memória é boa, algum livro vai escapar do repertório. No meu caso, vários já desocuparam minha cabeça para dar lugar a histórias mais frescas.

Acho que isso explica em parte por que eu coloco tantas releituras nas minhas metas anuais – o que não vejo como um problema, pois sinto que preciso ler um livro diversas vezes para fazer valer a pena toda a grana que gastei com ele.

Separei sete títulos que se mostraram no fim quase ou totalmente esquecíveis. É até bom lembrar deles agora, pois acabam virando boas opções para reler.

1. F, de Antônio Xerxenesky

Jurava que eu não tinha gostado desse livro, mas o Skoob me diz que estou enganada. Não lembro do que me fez dar quatro estrelas a ele. A escrita? O desenvolvimento? Honestamente, apaguei tudo isso da mente.

Acho que o nome da personagem principal é Ana. Ela provavelmente é uma espiã (não tenho certeza dessa informação).

Lombada da edição The Steady Running of the Hour

2. The Steady Running of the Hour, de Justin Go

Esse livro não é ruim, mas também não se destaca. Talvez seja essa a explicação para a minha facilidade em deixá-lo de lado: por estar no meio de caminho, a história é soterrada por outras de aspectos mais marcantes.

O que eu sei de The Steady Running of the Hour é que é uma aventura e envolve escalar montanhas.

3. A Terra Inteira e o Céu Infinito, de Ruth Ozeki

A leitura de A Terra Inteira e o Céu Infinito foi muito boa, disso eu me lembro bem. Achei a proposta da autora bem interessante na época, sem contar que eu não tinha muito costume em ler histórias ambientadas em alguma região da Ásia.

Se não me engano, o livro não segue uma linha temporal linear. Do presente vamos ao passado e viajamos milhares de quilômetros para desvendar os mistérios de um diário escrito por uma garota desconhecida.

4. Assassinatos na Rua Morgue e Outras Histórias, de Edgar Allan Poe

Mais de sete anos se passaram desde que li os contos do Edgar Allan Poe. O livro foi escolhido para ser uma das leituras da minha turma de ensino médio ou fundamental.

Apesar de ser autor de livros clássicos, eu nunca tinha ouvido falar do Poe e muito menos conhecido suas histórias de mistério e terror, dois gêneros literários que não me atraem muito.

Gostei muito do que encontrei, mas cheguei à conclusão de que preciso refrescar a minha memória sobre a atmosfera sombria dos contos e a escrita do autor antes de procurar os outros trabalhos dele.

O Dia do Curinga é dividido em partes

5. O Dia do Curinga, de Jostein Gaarder

O livro era do meu irmão, que decidiu se desfazer de tudo o que dizia respeito à escola.

O Dia do Curinga conta a história de um pai e seu filho, mas é tudo de que me lembro. Também tenho uma boa opinião sobre ele e pretendo fazer uma releitura em breve.

6. Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida

Um classicão do vestibular. Enquanto Memórias Póstumas de Brás Cubas conseguiu deixar uma marca permanente em mim, a obra de Manuel Antônio de Almeida ficou para trás. Nem tenho certeza de que gostei do livro.

Pelo menos eu consegui terminá-lo, diferentemente de Viagens na Minha Terra, do Almeida Garrett.

A árvore genealógica dos Lavender

7. As Estranhas e Belas Mágoas de Ava Lavender, de Leslye Walton

Sabe aquele livro que compramos pela vontade do momento? Foi o que aconteceu com esse, que ainda saiu por um preço bacana.

Tenho fortes lembranças sobre as impressões que a história causou em mim. As Estranhas e Belas Mágoas de Ava Lavender conta com elementos mágicos, mas é bastante humano. Uma história não exatamente triste, mas nem muito feliz também.

As Estranhas e Belas Mágoas de Ava Lavender já está separado para ser relido nesse mês.

Publicado por Diana Cheng

Jornalista, 23 anos. Adora passar horas perdida na narrativa de um bom livro. Além de ler, também se arrisca em escrever textos aleatórios e poemas sentimentais.

4 comentários em “7 livros esquecíveis

  1. Vou ter que discordar de você em relação aos contos do Poe. São magistrais, desconcertantes e incrivelmente envolventes de uma forma única, capazes de influenciar todas as gerações de contistas que vieram depois. A queda da casa Usher é um desses contos que li várias e várias vezes. Ficou permanentemente marcado em minha mente desde a primeira leitura, ainda na adolescência. Espero que dê nova chance!

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  2. Não sei se o problema é a minha memória, mas costumo esquecer as histórias que li relativamente rápido… Geralmente, o que fica é mais a sensação que o livro me passou, mesmo que eu tenha gostado muito dele. Por isso adoro reler obras também, parece que é sempre uma experiência nova! Gostei bastante do texto, deu até vontade de resgatar alguns títulos aqui da estante! hehe

    Curtido por 1 pessoa

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