6 livros que gostei, mas provavelmente não lerei de novo

Sou uma pessoa de releituras, como já destaquei aqui quando tive oportunidade. O hábito é antigo, veio mais como uma solução que encontrei na época em que eu não podia comprar muitos livros. Hoje, fico feliz de ver que estou movimentando minha coleção e fazendo meu dinheiro render (porque livro é investimento) ao manter essa prática como uma prioridade nas minhas metas.

Mas reparei que alguns livros acabam virando leituras únicas na vida – não que eu já tenha vivido toda a minha vida para confirmar isso; é apenas o bom e velho chute. Os motivos variam, sendo que a releitura pode não acontecer justamente porque o livro é bom.

E isso é possível? Não faz muito sentido. Porém, foi assim que me senti com algumas obras. Valeram pela experiência, mas não me vejo revisitando suas histórias. Compartilho aqui seis exemplos:

1. O Clã dos Magos (e toda a trilogia), de Trudi Canavan

Ganhei o primeiro volume e comecei a ler sem muitas expectativas, até porque todo o burburinho em cima da trilogia já tinha passado há anos. Além disso, histórias sobre escolas de magia não têm muito apelo para mim.

Pois bem, fui surpreendida pelo desenrolar dos acontecimentos. Faltou ação, mas em nenhum momento senti que a leitura estava arrastada, apesar de ser um livro grande. Terminei já em busca dos dois outros volumes.

Deixei de lado porque na época os preços estavam meio salgados. E fui deixando de lado, até perder a vontade de seguir com a série.

2. Retrato do Artista Quando Jovem, de James Joyce

Aproveitei que o livro estava em promoção e comprei. Confesso que a sinopse não me agradou de cara – a impressão que eu tive foi que Retrato do Artista Quando Jovem ia ser mais um clássico arrastado, embora muito elogiado.

O livro me lembrou O Ateneu. Mas O Ateneu que deu certo. Gostei muito do personagem principal. Gostei mais ainda de acompanhar suas mudanças. Não é uma leitura de fortes emoções, mas consegue alimentar o interesse do leitor.

3. Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf

Eu arriscaria dizer que Virginia Woolf é minha kryptonita. Quero muito gostar das obras dela, mas acho tudo muito difícil de absorver. É um fluxo de consciência tão grande que te deixa acuado.

Mrs. Dalloway me confundiu nas primeiras páginas. Felizmente, superei o estranhamento inicial e acabei gostando bastante do livro. Porém, foi uma leitura para ser vivida apenas uma vez. Prefiro lançar meus esforços de concentração em outros livros da autora.

Sinopse de Grandes Esperanças

4. Grandes Esperanças, de Charles Dickens

As coisas mudam um pouco com Grandes Esperanças. Tive altos e baixos lendo o livro; mais altos do que baixos, por sorte. É uma obra extensa, com muitas idas e vindas que tornaram partes da leitura arrastadas. Ainda assim, sendo um clássico, acho que recomendaria para todo mundo.

Aproveito para mencionar Os Maias, do Eça de Queirós. Digo a mesma coisa sobre ele: poderia ser mais enxuto e menos enrolado no desenvolvimento. Gostei do resultado final, mas não devo ler o livro novamente.

5. Anna Kariênina, de Liev Tolstói

Se não me engano, Anna Kariênina foi minha primeira experiência lendo um autor russo. Batendo o olho, parece um calhamaço bem intimidante, mas é só fachada.

A escrita é simples, o que contribui para a fluidez da leitura. Lembro que terminei o livro em pouco tempo, arrebatada pelo desfecho, ainda que eu já soubesse o que iria acontecer.

Não me recordo de ter lido mais de literatura russa depois desse livro, mas posso dizer que a obra de Tolstói me deixou ainda mais curiosa para ler outros autores.

Fiquei um pouco arrependida de não ter comprado uma edição física de Anna Kariênina. Para os próximos, vou caçar promoções.

6. On the Road, de Jack Kerouac

Meu primeiro livro de Jack Kerouac. E eu amei!

Não digo que a leitura é fácil. Há “blocões” de texto que podem intimidar muitos leitores. Além disso, os acontecimentos ocorrem de maneira tão desgovernada que fica fácil se perder no meio da narrativa, o que explica por que não pretendo reler a obra.

Mas o livro é maravilhoso! Em muitos momentos, senti-me tão livre quanto os personagens e me vi inserida na maioria das confusões. Não sei o que há em On the Road, porém, sempre imagino um carro cruzando um deserto ensolarado e seco, com a música do rádio no último volume.

Publicado por Diana Cheng

Jornalista, 23 anos. Adora passar horas perdida na narrativa de um bom livro. Além de ler, também se arrisca em escrever textos aleatórios e poemas sentimentais.

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