4 razões para ler Alucinadamente Feliz

Para um livro que bombou na época do lançamento, parece que as indicações de Alucinadamente Feliz esfriaram e o momento mais propício para a leitura passou.

Grande engano. As experiências compartilhadas de Jenny Lawson são boas para qualquer hora e data. Há quem vai olhar para algumas histórias e não enxergar sentido nelas (às vezes não tem mesmo), mas garanto que, juntas, elas transcendem o lado pessoal da autora e até servem de apoio para entendermos o ser estranho, complexo e do avesso que habita dentro de cada um de nós.

Hoje, listo quatro pontos que são motivo suficiente para que seja dada uma chance a Alucinadamente Feliz. Entendo que, por ter um humor incomum, Jenny Lawson pode não agradar a todos. Mas é com grande domínio que ela fala sobre seus próprios traumas e medos.

Sobre Jenny Lawson, a autora

1. Saúde mental

Os transtornos mentais são um dos principais destaques do livro, até porque definem Lawson muito bem.

A autora vive uma luta diária contra ansiedade, depressão, distúrbio de automutilação e transtorno de personalidade esquiva e de despersonalização. Foram essas questões, inclusive, que a levaram a criar um blog e partilhar os altos e baixos do seu cotidiano. E devo dizer que ela coordena discussões de uma maneira muito madura e consciente, reforçando a importância de abordar o assunto e acabar com a desconsideração sobre cuidar da saúde mental.

Introdução de Alucinadamente Feliz

2. Rindo dos problemas

Contrariando quem esperava que tomasse uma posição de autopiedade, Lawson decidiu tratar seus transtornos com bom humor, rindo de si mesma e das situações ridículas em que se coloca.

O livro contém diversas fotografias aleatórias

É um humor que não vai agradar todo mundo pela franqueza e pelo nonsense de alguns pensamentos, mas acredito que vai aliviar os dias ruins de muita gente.

3. Dosagens certas

Alucinadamente Feliz não é feito só de piada. É claro que é um livro bem engraçado. Porém, Lawson deixa bem claro que sua vida é recheada de problemas – inclusive de crises.

Alucinadamente Feliz é “um livro engraçado sobre coisas horríveis”. E acho que esse foi um dos principais motivos que levaram ao sucesso dele no mundo.

Última mensagem de Lawson em Alucinadamente Feliz

Além de compartilhar seus transtornos mentais e os efeitos que eles têm nas relações construídas com outras pessoas, inclusive marido e filha, Lawson propõe iniciar uma conversa sobre “estar bem em não se sentir bem”.

Não que ela ame seus transtornos. Sua saída foi entender que, para se livrar deles, é preciso aceitar a ideia de que existem, com todas as implicâncias que chegam junto.

4. Boa alternativa para a não-ficção

Alucinadamente Feliz pode ser a porta de entrada para quem não tem experiência com não-ficção e está mudando isso.

É uma leitura rápida e leve, apesar de tratar de temas bem delicados. Diferente de muitos títulos do gênero, esse adota uma abordagem “de camarada” mesmo. Lawson transforma-se numa amiga de longa data logo nas primeiras páginas.

Publicado por Diana Cheng

Jornalista, 23 anos. Adora passar horas perdida na narrativa de um bom livro. Além de ler, também se arrisca em escrever textos aleatórios e poemas sentimentais.

4 comentários em “4 razões para ler Alucinadamente Feliz

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